ouve
não posso contar
o que o filme conseguiu
o que o instante me cortou
o que o instante me abriu
o quê
não posso contar
mas posso cantar
enquanto venta
ouve
no metrô lotado, segurava seu livro fechado. sem o livro aberto e com os pés apertados - mas tinha por onde esticar os seus olhos. foi em pé então que o cansaço acordou o tempo. dos tempos inexistentes que a vida brotava a despeito e dos trens lotados dos dias de desespero. onde a vida não acontece espera um canto de areia. e o que eu disse não é o que eu disse e apenas e somente a areia ventando nos meus pés.
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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.