25.12.17

passo

seguir sobriamente
um delírio de presença
real e respirável

não sei o que meus passos irão encontrar. o chão que se faz ao longo da caminhada ao mesmo tempo me assusta e me produz. o combate necessário ao que em mim não é a própria vida desejante de vida. e nesse sentido todos os caminhos são e tudo pode a vida na sua própria beleza ainda desconhecida. neste eterno tornar-se. o que me cabe então é estar nesta noite que me acontece. ou nesse dia que me amanhece, nessa tarde, nesse café, e até nessa praça abandonada, no veneno e nas toxinas derramados pela escada. nos meus excessos, nas minhas ruas desertas. no que cada coisa pode ser desdobrada. na vida que escorre, pelos braços até a ponta dos dedos: infinitamente.

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.