27.4.16

finalmente chovia

seus pés cantaram: era hora de acender a noite 
de estrelas

finalmente chovia 
e a vida se alegrava mais nela

o barulho são as coisas 
existindo de mau jeito

a noite é o lado escuro da lua
e o café é um respiro 
de tudo aquilo que continua

tudo dança
a despeito de sabermos
só que o corpo reconhece -enquanto natureza e silêncio-
o que arde e segue

a noite
é uma taça de realidade 
a transcoisa que a gente quase nunca lembra
e quando acorda
é uma espécie de ressaca:
um intervalo entre uma chuva
e o próximo café.

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.