finalmente chovia
seus pés cantaram: era hora de acender a noite
de estrelas
finalmente chovia
e a vida se alegrava mais nela
o barulho são as coisas
existindo de mau jeito
a noite é o lado escuro da lua
e o café é um respiro
de tudo aquilo que continua
tudo dança
a despeito de sabermos
só que o corpo reconhece -enquanto natureza e silêncio-
o que arde e segue
a noite
é uma taça de realidade
a transcoisa que a gente quase nunca lembra
e quando acorda
é uma espécie de ressaca:
um intervalo entre uma chuva
e o próximo café.
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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.