26.11.15

suar borboletas azuis

noite é quando acordam as minhas dores alegres logo depois de olhar a lua cheia. ou é quando o chá está quente pra beber. nem que seja por um infinito instante cheio de ritmo. e com as pulsações sempre novas me abraço no tempo. espreguiçar, espreguiçar da poeira. que na solidão também se dança. o mundo me habita, ouço sua música. e continuo, continuo. ah eu descobri: a música é um desenho no ar se fazendo ainda. um espanto bonito. diferente da espera oca: é um estar junto do agora. sem glamour, nem atraso, nem pressa. estar toda dentro do que mexe. a beleza do real, que é quando o pássaro voa. que é quando eu poderia pensar que não está acontecendo nada e uma coisa nasce porque já existia antes. minha febre fervendo: estou pronta de quentura. salto na noite como um vagalume. vendo o rio, sendo suas águas: eu continuo.

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.