15.10.15

o vento vem e diz 
sem esforço e sem intenção
dança os caminhos de vento
sopra acende ama
: ama porque dança os seus caminhos de vento

o bom que é o sul denunciando o norte. o bom que é não haver um para-onde. as personas achatadas onde nos escondemos: que em mar raso não se pode nadar. comigo só sei que esse horizonte que me silencia faz de mim um escuro estrelado. e dele colho pitangas. e quase me engasgo com a borboleta branca de tão perto. formas e formas que não mudam mais: "sou isso e sou aquilo", "dormir de noite e acordar de dia". o real inominável em nós tristemente capturado. e o dia que é solar contém agora amor e gastura. fecho então os meus olhos, acordo no mar onde tudo é inédito: toda a água do mar não me engana. eu sei e tudo que importa é eu não me perder do coração do instante que só sabe fluir. 

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.