23.9.15

ser-livre

peguei o passarinho. medo de ele quebrar. eu que nunca tive nas mãos um ser que voasse. perguntei onde ele queria estar e ele me disse.

mas preciso enfatizar: o gato que pegou o passarinho era tão livre e inocente quanto eu e o passarinho. mau pro passarinho. bom pro gato. eu: nem bom nem mau acaso. apenas eu num devir ao qual me senti toda evocada.

será justamente este o cerne do ser-livre: tornar-se fluxo no encontro com o acaso?

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.