26.12.14

Preciso ir. Assim como o sol nasceu e à tarde precisa ir embora até nascer outra vez. O agora-urgente, que ele não chama: ele grita. Um grito de horror e de êxtase, o grito do calor do concreto que queima, o agora da chuva imensa, o agora das horas que oferecem. Eu não sei mais falar, só sei ir. O falar como um depois da coisa em si, alargado e real. O falar como ato de existência, como pulsação ainda. O agora que arrebenta o tempo e vem e diz. O falar assim.

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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.