Sua Vênus quer dançar
Nunca vou deixar de gostar de ouvir Arrepio no modo repeat. Nunca vou deixar de me sentir tão viva no silêncio que é quando eu encontro com o mar. Nunca vou deixar de sentir meu corpo virar mais corpo quando minha alma dança e vice-versa. Nunca vou deixar de me acalmar quando chove. Nunca vou olhar nos olhos e não sentir nada. Nunca vou regar uma planta e não querer sentir o seu cheiro. Dizem que nunca não existe mas e se o nunca for um sempre atravessado no tempo? Um sempre de mim que me espera e me segue como uma sombra? Desse sempre-nunca, então, vou fazer a minha força. E é com ele que vou me libertar: pegando esse sempre de mim, levando comigo, fazendo ele dançar.
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Comentário do Ó: um momento de olhar por escrito.