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7.12.11

texto leve

Não, não faz sentido eu ficar aqui me estrebuchando enquanto o mundo gira em sua órbita usual e aos tropeços. Por causa de quem e por causa do quê? À merda a intenção dos outros. À merda o que esperam que eu seja. Por que é que eu preciso adentrar, se posso simplesmente fechar meus olhos, dormir e acordar?


O esforço de sair da cabeça é como o de conter um tsunami interno, as águas querem vazar pelos olhos, escorregar pela boca, voar para fora, esvaziar para depois acalmar. Porque tem coisa demais e eu agora estou sem forças.

Tremo tanto que agora eu sou só um cansaço do que me resta. Desse dia que eu não sei a cor. Dessa lágrima que não vem da chuva. Tambor de mim: que música sou?

O chá me faz deitar apesar do mundo, apesar dos outros que não brilham em mim. Começo pelas mãos. Acho que não me querem pensando, pés que me querem deitada e quieta. Quieta das merdas que eu não devo dizer.

Quando as horas se alargam a ponto de você quase não sobreviver, quando elas nada te entregam, a não ser a ponta da beira da ilusão que não serve mais.

Enlouqueço? Talvez metade sim, metade verdade. Calada. Um, dois, três, não posso. Se eu disser me arremesso.

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