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30.10.11






hoje percebi o quanto me orgulho das artes marciais fazerem parte da minha vida e do que sou.


o kung fu é, ao meu ver, primordialmente, uma metáfora da vida íntima que temos fora do tatame e uma fonte de força vital interior. ele não só faz brotar, como nos ensina a saber cair. e nos ensina que não há vida sem quedas. e que não há quedas sem voltas.

quem confunde a prática com violência se engana profundamente. violência é prejudicar o outro ou, ainda, prejudicar a si mesmo (a autoviolência).

violência é comprometer as próprias capacidades: a de amar; a de viver livremente; a de sentir prazer; a de se encorajar a dizer; a de acreditar em si mesmo; a de sonhar o que vem lá do íntimo, de dentro. isso sim é violência. matar os sonhos alheios ou os próprios.

o kung fu é uma jornada interna que transparece no corpo. e acredito que seja assim com todas as artes marciais. o kung fu é onde não nos enganamos. onde vemos com clareza onde somos fracos e onde somos fortes. portanto é bonito por natureza, porque revela. porque engrandece.

eu defendo aqui, com minhas singelas palavras, o kung fu, que é a arte marcial que conheço de perto e que pratico há algum tempo. pouco, ainda, mas já profundamente arraigado na minha alma.

e por me devolver a minha própria força a mim mesma, eu lhe sou muito grata. acredito que muitos, senão todos, dos que praticam esse trabalho árduo com o corpo, compartilham do meu sentimento.

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