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13.8.08

música do ano novo

Não me empurre com sua maleta e nem com seu cheiro de cigarro. Deixe livre este corredor que não pertence a ninguém. Todos aqui devem poder caminhar. Hoje estou sensível ao quadrado, ao cubo, à parede, ao chão, a qualquer palavra.

Alterno as horas. Há ao mesmo tempo uma vontade tranqüila e urgente de estar entre as pessoas queridas. Gosto de estar aqui imprimindo etiquetas e tomando café. Em vez de preencher, é uma ação que parece abrir espaços. E torna então o gosto de tudo que há de mais transcendente, mais real. Só preciso manter a mim mesma no eixo do que eu sou e vibro: essencialmente.

Para este ano, quero a sustentação e o que mais eu precise aprender. Quero a serenidade tão fugidia sobre todos os momentos, sobretudo sobre aqueles em que, por algum motivo, não me reconheço.

Peço ao mar, a todas as notas, à música do dia. Peço ao que responderia mais diretamente o meu coração. Peço a compreensão daqueles que sentem parecido e dos que não sentem também. Na verdade, não peço, agradeço a chegada, o caminho, a construção diária da minha alma. Mesmo nos erros e na cegueira que me toma segundos preciosos de vida.

Eu faço assim: fecho os meus olhos, deixo a lágrima chegar. Sinto o que eu já sou. Sinto de que forma me ligo às pessoas. Chamo o contato. Chamo a mim mesma. All the time. Tenho conseguido. Quero que as lacunas sejam apenas exceções suportáveis...

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Comments:
Estou por aqui, viu! Meio escondidinha, mas te olhando de longe.
beijos e saudades

Clara
 
Um dia depois do outro, uma lição apreendida ou subitamente percebida, a fina e delicada tapeçaria da tua vida se construindo a cada furo da agulha...
 
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